segunda-feira, 3 de junho de 2013

42 DEGRAUS



            Muitos fragmentos espalharam-se no tempo. Verso, prosa, pensamentos e lamentos, unem-se sempre ao chegar dessa data. E, o momento equivale à articulação duma escada viva de quarenta e dois degraus suscetível ao desce e sobe, constante. Nomeá-la é ato pensado a todo instante, pois o que chega à mente vibrante, agora, corresponde a lembranças e mais lembranças das mais variadas matizes. Amigos, família. Mais amigos, família. Pseudo-amigos, família.  Muita gente junta, outros nem tanto e, família. A doidice de toda essa enormidade de encontros e desencontros abrange certo deus-nos-acuda, uma vez que a paridade com outrem determina família igualmente, e, os trejeitos estranhos expandem-se nessas sucintas lembranças eternizadas em meu íntimo, hoje. Contudo, ao invés de alargar essa alameda interna, procuro taciturnamente encontrar uma única faceta que detalhe o meu “eu”, hoje! E, deixe de lado os diversos atores constituídos durante a subida e descida dos quarenta e dois degraus atemporais. Tento, então: quem sou , eu? O que sou, eu? Por onde anda o meu, eu? Perguntas e mais perguntas não cessam. Porém, a última questão é singular por demais. Estratifica, ou pelo menos tenta modelar forma ao indivíduo que, expressa palavras em busca de resposta inusitada e exclusiva para abrandar o espírito. No entanto, noto repentinamente abrir a porta minguada do inesperado de momento, revelando o subsolo de minha mente. Lá, tudo está oco e vago. Nuvens gris e despidas de claridade para engenhar algum sentido, norteiam apenas a prosseguir em inércia. Mas, voltemos a tal escada. A passagem das primaveras que indicam o meu dia, sempre estão dessintonizadas, pois estamos à beira do inverno e a tal escada de quarenta e dois degraus, hoje se torna quarenta e duas primaveras já citadas em outro texto no blog da emoção. Contudo, prolonga-se minha ansiedade. Por onde anda o meu, eu? Certo dia , pessoa estimada confidenciou seu coração delineando sua escada. Em silêncio, permaneci. O lamento perdurou à noite. Ao fim do discurso apenas proferi escassas palavras: O que deseja? A outra parte fitou rapidamente meu semblante sério e saiu. Senti angústia. De maneira alguma se compara a angústia presente, hoje. Tentei caminhar no resto de noite que sobrara. Há tempos o ar noturno não era percebido e estrangeiro me senti. De lá pra cá me deparei com essa amaldiçoada escada. Tento estender os degraus. O material ofertado é escasso e pesado. Apelo para as lembranças, novamente. Aquilo que chega é tosco e febril e é o único material disponível de momento. Todavia, essa é minha escada. Constituí-la é necessário e no aguardo da vindoura, pondero:


“Por onde anda o meu, eu? Anda impregnado em cada instante conquistado através do voto de confiança de outrem que, se lembra do meu eu com alegria. Assim é a minha escada de 42 degraus, hoje.”

sexta-feira, 10 de maio de 2013

TALVEZ ENTRE, TALVEZ SAIA...




De que vale os versos de um poema,
se o coração não graceja
e a visão do espírito não resplandece.
Sempiterno ei de ser o poeta e seu esconderijo conhecido por inspiração.
Lá,
o tilintar da lamentação há de olvidar e refugiar a dor,
momentaneamente.
Por que,
o retumbante uníssono clamor do despertar,
abre a caixa secreta e,
a leitura trará dissabores ou inércia ao duro,
coração?
Talvez entre,
Talvez saia...

JRA (o poeta da verdade).

sexta-feira, 15 de março de 2013

ENTRE A CRIATURA E A DESCOBERTA



Você cria o monstro.
Ele devora você.
Tempos depois o efeito flatulento dispara fragrâncias de repulsa.
Você cria o monstro.
Ele devora você.
Tempos depois o efeito eructante despeja ar fétido de rancor.
Você cria o monstro.
Ele devora você.
Tempos depois o ser modesto descobre a cura!
Tarde , demais...

JRA (o poeta da verdade).


domingo, 17 de fevereiro de 2013

AÇÃO!




Basta à ação de outrem sobre nós, efetuando mudanças indesejáveis, para que as transformações ocorram de forma fulminante e implacável. JRA (o poeta da verdade).

Diante das inúmeras reformas nos últimos dias na minha atual casa, algo tocou profundamente o meu ser quando a fala do pedreiro findou a obra, pronunciando:“ cada obra que eu inicio ou vejo surgir, tenho em mente que se começa errado, termina errado”. Pouca atenção eu dera naquele momento, uma vez que se tratava de um bêbado infame e a muito custo via minha casa surgir perante os entraves. Todavia, a obra errada fora iniciada e não havia como, parar. De lá pra cá as transformações seguiram e hoje percebi a potência da fala do infeliz pedreiro recomeçar novo processo de mudanças perante uma única ação. Qual seria? Bom, por longos quinze anos a labuta do meu ser seguia a dura rotina da noite e mesmo infiltrado em ambiente malogrado, sempre consegui resgatar resiliência e paciência para superar esta condição.  No entanto, aquelas inúmeras noites trabalhadas foram reduzidas a pó após receber a notícia da extinção do setor em que eu trabalhava e optar por continuar ou não na instituição tendo que trabalhar no período diurno. Aquela ação trouxe sensação terrível. Seria possível seguir adiante sabendo que a noite traz o silêncio e o pensamento? Optei por continuar. Sim! Preferi continuar e assim a ação se transformou em mutações indesejáveis. Percebia o quão é grandioso o esforço para superar e tentar de todas as formas equilibrar as energias interiores, porque semelhança alguma encontrara perante o novo ambiente para poder ou ao menos conseguir sentir a atração do semelhante, da mesma maneira que eu conseguia no decorrer das longas horas noturnas de serviço. No entanto, a movimentação afetava o lar. Os demais entes percebiam e sugavam a nova sina, conforme o passar das horas arrebentava a morosidade de um dia inteiro agora bem distante do lar. Período delicado, mas viver é sofrer e a velocidade da modernidade não espera e dá refresco ao pensar para que o bom senso predomine. Ações, tomei. Transformações, criei... Bastou uma ação errada e o carro sem freio que se chama impulso opera velozmente. Talvez agora a bonança reine perante ação dura aplicada da minha parte, mas sei eu que começou, errado. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Web-rádio Músicalivre.1

Fundada em 19 de outubro de 2012, a web-rádio Músicalivre.1 é desafio crescente. Contudo, é através da força do coletivo que conseguimos dar um passo a mais a cada dia. Abaixo segue um texto retratando um pouco desse sonho e, lembre:


“Músicalivre.1 a primeira conectada em você!” Entre e confira nossa programação...


Os rumores sobre a falta de apoio e incentivos a arte e a cultura de um modo geral, somados a carência de espaços culturais, contribuíram e muito para surgir o movimento hoje idealizado e concretizado via web-rádio, denominado “Músicalivre.1”. A idéia é antiga, porém, o movimento é crescente. Digo isto, devido a minha experiência em radiodifusão por longa data e de lá pra cá, sempre sonhei com a chegada duma era em que a música e a poesia pudessem alcançar e romper fronteiras inimagináveis! E, livres da ação de terceiros que visam o lucro a todo custo. Igualmente, há tempos, venho observando e ouvindo o apelo e o anseio de diversos colegas da escrita, da música e demais manifestações artísticas onde sempre estive inserido, a fim de ativar um movimento que brigue e mostre a realidade para a sociedade, de que o artista não sobrevive somente com os direitos autorais, mas sim, com a ampla difusão de sua arte quando ocorre a organizam justa e bem elaborada de eventos públicos, desde que, os meios midiáticos intensifiquem a divulgação do espetáculo ou evento literário , da mesma forma. Entretanto, não é bem isso que ocorre atualmente e somente aqueles que detêm o status privilegiado de ser o primeiro da fila, devido à vendagem comercial abissal, consegue se sobrepor e, aos demais, pouca chance resta para ativar o ímpeto que habita no interior inventivo de cada um. Portanto, você webouvinte que visita a nossa página , é muito bem-vindo(a) para utilizar-se desse meio para conhecer um pouco mais da luta dos que aqui estão e apóiam esse sonho. Forte abraço a todos!  Com apreço e admiração , José Assumpção Organizador da Web-rádio Músicalivre.1, a primeira conectada em, você!

Vaaaaaleu!!!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

DESFREQUENTE





O amanhecer diferente
Incomoda muita gente
Escovo então os dentes
Mas, continuo dormente.
Serei algum tipo (de)mente?
Rápida,
Voraz ,
Ou delinquente?
Sim ou não
O repente me surpreende.
Todavia,
Deixo o novo amanhecer infrequente
Feito gente que mente.


JRA (o poeta da verdade).



sábado, 21 de julho de 2012

ATÉ, QUANDO...



Momento gratificante de resposta ao chamado emitido lá das bandas virtuais. Então, seguiu-se o trecho até o compromisso, e mais ainda, ao encontro da expectativa para conferir de perto os amigos tocarem, ao vivo. O local, o TUC (Teatro Universitário de Curitiba) que tenta de todas as formas criar sobrevida e presentemente recebeu a ilustre alcunha “Teatro Ivo Rodrigues”. Deste, ótimas recordações seguem ativas em minha memória, contudo, o espaço pouco mudou repuxando da minha cachola meados de 1989. Por que o dito: pouco, mudou? Oras, vivenciamos outras épocas, envolvidas por aceleração da informação, e o ano nostálgico apenas detinha a infeliz campanha de coletar público no corpo a corpo, ou através da panfletagem no estilo muito semelhante à poesia marginal. Dessa forma vale lembrar o amor praticado a arte, porque para o músico é religião expressar seu dom mesmo que seja diante dum palco vazio. Mas, no meu ponto de vista e, conforme segue o ingresso que estampo aqui, a consideração com o trabalho “próprio”, isso mesmo, trabalho próprio de criação das músicas, deveria ter o devido valor com o dito ingresso personalizado e acrescido dum cartaz evidenciando a atração no mural que há na galeria Júlio Moreira, bem no acesso a subida da escadaria em direção a Praça Tiradentes. Mas, não! Isso não ocorreu e a imagem indelével fica me atormentando, ou pior, está ativa para dizer que toda a arte é desvalorizada nessa terra. Por que prosseguir, então? Bom, aproveitando um gancho, traço e direciono a digitação desse texto apelando à composição “Nunca mais parar”. Exato! Nunca mais parar música da banda Rick Shadow fechou o espetáculo e retratou de maneira entusiasta e realista, o que deve ser feito quando o dom de dentro é impulsionado para fora e explode de diversas formas. Foi assim que meus olhos e ouvidos atentos presenciaram, também, o agito duma criança pra lá e pra cá cantando todas as músicas, e os olhos dessa nova geração, eram puro brilho e carinho, percorrendo o amplo espaço onde diversos artistas marcam e marcaram seus passos para nunca mais parar dali em diante. Todavia, independente do descaso que ocorre frequentemente e em demasia, seja com o músico, pintor, artesão e o escritor, jamais deixo as palavras silenciar no meu íntimo inventivo, pois sou movido pela emoção e acredito acima de tudo que havendo um ou mais interlocutores do outro lado, nunca será em vão o instante da inspiração...

Vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaleu!

domingo, 1 de julho de 2012

Par, e...


A ampla visão do horizonte
Impulsiona o sangue pelas veias
Através do pedivela intermitente
Cadenciando o ritmo do coração.

Tempo,
Distância,
Pressa e desânimo,
Desintegram-se no ar!
Quando as rodas insistentes
Deslizam pelo barro preto da tecnologia.

Assim é o ciclista!

Aventureiro solitário
Conectado em sua magrela
Apetecendo a busca do bel-prazer
Sentindo o vento.

Todavia,
No término do percurso
Desmonta e contempla
O suor da liberdade,
Mais uma vez...

JRA ( o poeta da verdade).

domingo, 3 de junho de 2012

Entre o hoje e o ontem


Indiferente de ser esta data – meu aniversário – o pontapé certeiro para repuxar momentos passados, procuro tão somente alcançar um tipo de autorreflexão perante assuntos delicados. Um destes assuntos chama-se, crescimento. Já comentei com pares muito próximos certa vez que, o nosso crescimento é consequência de etapas de sacrifício pessoal, dor, perda e demais agentes inusitados nunca bem-vindos. E, até mesmo este alongamento no ambiente da dor – cognome repassado pela minha pessoa ao ambiente de pronto-socorro – vivido, presenciado e superado muitas vezes por mim hoje, talvez demonstre apenas a carência de fleuma encontrada em outros contextos igualmente necessários, ao crescimento interno. Tudo bem que a exterioridade, vista a olho nu, deixa a visão acomodada e o sentir nem sempre consegue estabelecer sua presença! Todavia, carece colocar a prova os limites impostos pela falta de coragem ou até mesmo crença em si para superar o incomodo. Ai, sim... o cutucão é perverso. Por quê? Ora, (risos) a voz interna estabelece o dito sentencioso que se fulano pode, eu consigo muito mais facilmente, ainda. Ledo engano, pois, a força de vontade de outrem foi o ponto determinante para obter êxito naquela ação e, ao tentar colocar em prática a superação do desafio, o cuidado deve ser apresentado de forma clara para evitar atropelo e afobação. Por isso a ansiedade é tão presente nos dias de hoje. Foi herdada e ninguém sabe ao certo em que momento este tesouro maldito se apossou de cada ser nesta existência. Muitos jogam pedras na infoxicação – exagero de informações para ficar atualizado a todo instante – enquanto outros continuam defendendo o “acaso” conhecido por destino. Seria correto estabelecer esta condição de infortúnio? O revide pertence a ti para enfrentar o desconhecido. No entanto, tenha a certeza de que conforme o grau de risco desta ação, a probabilidade de sucesso sempre será pequena. Assim é a caminhada. Incerta, insegura, feliz e repleta de recompensas, contudo, somente pode ser efetuada de maneira errante e solitária. Mas, e o coletivo? Somos sociáveis! Carece do próximo igualmente para compartilhar momentos de júbilo ou prejuízo. Entendo... contudo, a força da massa será breve e delimitada devido a euforia que é efêmera. Após o ato, o ser volta a sua condição infeliz de retiro e pensamentos perturbantes que ativam vez ou outra a solidão. Neste instante, recobro a consciência e observo atentamente o empirismo avançar a passos largos. Tarefa dura que empurra os ânimos acalorados de encontro ao limiar dos mais diversos e vaidosos egos. Bom, o jeito é comemorar a chegada até este patamar de existência e aguardar os novos passos chegarem e quem sabe, acreditar que ouvidos estarão atentos para aprender, ou não...

Meu feliz dia de mais uma primavera, conquistada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

POÇO


Em muitas ocasiões da caminhada longínqua e até certo ponto breve, nesta existência, uma espécie de poço sombrio surge e ressurge inúmeras vezes... Por lá há canções gélidas aos montes e alegres, vez ou outra. Todavia, é o processo de crescimento dolorido imposto para que a canção benevolente que habita em cada ser, mantenha-se acesa para indicar a essência! Afinal de contas, a sociedade é mutante... (José Assumpção)

 O que segue abaixo é um trecho mui relevante de Rubem Alves para releitura, sempre!


"Num lugar não muito longe daqui havia um poço fundo e escuro onde, desde tempos imemoriais, uma sociedade de rãs se estabelecera. Tão fundo era o poço que nenhuma delas jamais havia visitado o mundo de fora. Estavam convencidas  que o universo era do tamanho do seu buraco.   Havia   sobejas   evidências   científicas para   corroborar   esta   teoria   e   somente   um louco,  privado dos sentidos e da razão, afirmaria    o    contrário.    Aconteceu,    entretanto, que   um  pintassilgo que voava  por ali  viu  o poço, ficou curioso, e resolveu investigar suas profundezas.   Qual   não   foi   sua   surpresa   ao descobrir as rãs!  Mais perplexas ficaram estas, pois aquela estranha criatura de penas colocava em questão todas as verdades já secularmente sedimentadas e comprovadas em sua sociedade. O  pintassilgo  morreu  de dó. Como é que as rãs  podiam viver presas em tal poço, sem ao menos a esperança de poder sair? Claro que a ideia  de sair era  absurda  para os batráquios, pois, se o seu buraco era o universo, não poderia haver um "lá fora". E o pintassilgo se pôs a  cantar furiosamente. Trinou a brisa suave, os campos verdes, as árvores copadas, os riachos cristalinos, borboletas, flores, nuvens, estrelas. . . o que pôs em polvorosa a sociedade das rãs, que se dividiram. Algumas acreditaram e começaram a imaginar como seria lá fora. Ficaram mais alegres e até mesmo mais bonitas. Coaxaram canções novas. As outras fecharam a cara. Afirmações não confirmadas pela experiência não deveriam ser merecedoras de crédito, elas alegavam. O pintassilgo tinha de estar dizendo coisas sem sentido e mentiras. E se puseram a fazer a crítica filosófica, sociológica e psicológica do seu discurso. A serviço de quem estaria ele? Das classes dominantes? Das classes dominadas? Seu canto seria uma espécie de narcótico? O passarinho seria um louco? Um enganador? Quem sabe ele não passaria de uma alucinação coletiva? Dúvidas não havia de que o tal canto havia criado muitos problemas. Tanto as rãs-dominantes quanto as rãs dominadas (que secretamente preparavam uma revolução) não gostaram das ideias que o canto do pintassilgo estava colocando na cabeça do povão. Por ocasião de sua próxima visita o pintassilgo foi preso, acusado de enganador do povo, morto, empalhado e as demais rãs proibidas, para sempre, de coaxar as canções que ele lhes ensinara. . ."  

 "Ver um mundo em um grão de areia / e um céu numa flor silvestre,/ segurar o infinito na palma da mão / e a eternidade em uma hora" (Blake).


Tornamos-nos sempre estrangeiros quando a tentativa de adentrar em território novo intimida a velha sociedade inerte. Sabe-se que o canto é ingênuo e inocente, no entanto, fere o domínio pré-estabelecido, e coloca em risco a ordem permanente daquilo que, nunca pode ser mudado.
 
JRA (o poeta da verdade).

domingo, 13 de maio de 2012

MÃE-FLOR
























Homenagem as mães , em especial a que trouxe o poeta da verdade ao mundo , perante o amor presente...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

JARDIM DAS FLORES - "DIA DAS MÃES"

video


Trazendo ao topo este momento mágico que será vivenciado domingo próximo.... dia das mães!

Ao cair de cada pétala toda a magia deste jardim se faz presente diante da lembrança desta data. Uma a uma se transforma numa nova flor irradiante e encantada pois o toque feminino é majestoso para formar a alegria sempre.
Dia das mães é desta forma a manifestação de cada pétala encanta, porque mãe é uma flor que nunca perde sua força para renovar sempre, mesmo diante de tantos obstáculos . Seu esforço para demonstrar a suas pétalas todo o cuidado não cessa nunca e proteger é algo muito forte da essência feminina. Porque um jardim?Sim, tinha que ser um jardim, pois uma mãe a cada filho gerado da luz divina e através do encanto da vida, passa a todo o momento a importância da pétala que sai de seu ventre como fruto da vida.
O fruto da proteção, a geração de cada filho para formar o jardim das flores, dos sonhos que dão o ritmo do dia a dia. Percebo que o momento trouxe inúmeras flores para alegrar-me e construir com muito encanto este texto.
Desde as mulheres que me criaram e me construíram o homem que sou, até as flores que me acompanham dia após dia . Esta frio sinto e me aqueço toda a vez que estas mulheres me dão atenção .Fico muito feliz de saber que a essência não cessa nunca , na teimosia de cada rumo que as pétalas buscam para dar seus primeiros passos e errando na difícil tarefa de viver sempre firme.
É neste momento que a flor ira acolher com muito carinho e proteção, pro majestoso perfume do perdão e da compreensão, falem para fora que diante do tropeço é aqui que você ira encontrar o abrigo e acalmar seu coração. Desta forma sempre o jardim nunca ira perder o encanto e cada vez mais na data do domingo que sempre inicia a semana, vira a lembrança do dia, da semana e do ano que soma a importância forte de ser mãe e mais ainda.
UMA FLOR QUE NUNCA ABANDONA SUAS PETALAS A VAGAR NO VENTO DA VIDA QUE SOPRA PRA VARIOS RUMOS A TODO O MOMENTO.
“Aqui demonstro meu presente humilde em palavras para todas as mães que fazem parte do meu dia a dia e em especial a que me trouxe ao mundo no amor que se fez presente.
Peço a DEUS que isto sempre seja resgatado não somente nesta data, mas sim todo o dia por saber que em nossa mãe buscamos um ombro para lamentar, desabafar e se levantar para começar de novo "
JRA (o poeta da verdade)


domingo, 26 de fevereiro de 2012

MOMENTOS ...


Segundos determinam o valor de inúmeras coisas, e com certeza uma das mais valiosas é a potência dum abraço. Aquele abraço muito assemelhado ao abraço apertado da saudade! Ou, até mesmo, aquele abraço dado no filho recuperado de alguma enfermidade por longo período. No entanto, o abraço que eu quero repassar e demonstrar toda a sua potência aos colegas que acompanham meus escritos, chama-se abraço por estar vivo. Acredito ‘eu’ ser o principal quando nos deparamos com a perda iminente da outra parte que estimamos, admiramos e prezamos, tanto... Para entender melhor isto, vou direto ao assunto: neste sábado(25/02/2012) de certa maneira alongado no tempo devido ao atraso do relógio para determinar o término do horário de verão, um homem trabalhador que é meu pai de coração, quase fora vítima do ato infeliz e praticado por meliantes , armados. Tomaram de assalto seu veículo, pouco antes deste ser tão honesto e lutador, chegar em seu local de trabalho. Entender os porquês destes atos é muito difícil! Logo nos defrontamos com a condição dos menos favorecidos e demais questões muito presentes no nosso dia a dia e decorrentes do crescente desequilíbrio social. Todavia, o infortúnio deste homem que amo tanto, quase fora findado se não entregasse o bem material que lutou tanto para conseguir. Sei ‘eu’ que isto nada vale, se comparado com a vida! Contudo, nos apegamos por observar a maneira como foi conquistado e o empenho direcionado para tanto. Só sei que no momento que vi meu pai e digo com muita felicidade e consideração, vivo, meu coração se encheu de alegria. Abracei-o com tanta força, mas tanta força, querendo retirar dele toda aquela condição deplorável, humilhante e lastimável sofrida por aquelas pessoas vítimas de assalto a mão armada. Talvez muitos não entendam esse episódio para exemplificar a potência mais valiosa dum abraço, ou, interpretem de outra maneira as inúmeras condições para ofertar um abraço. Só sei que, independente da maneira que isto ocorra num momento de felicidade ou tristeza, abrace muito, mas muitíssimo forte aquele que te acompanha dia após dia... Pois, a realidade dura da nossa existência sempre nos testa a todo o momento, conforme sofremos a ação de outrem com atitudes boas ou ruins.

A este ser deixo meu abraço de luz intensa e proteção, hoje e sempre! E o desejo de paz no seu coração humilhado e calejado pelo ato daqueles que, nada sabem sobre o efeito das ações que vão e voltam, sempre. Sejam elas positivas ou não, mas voltam em dimensões de grandezas avassaladoras as quais estamos sujeitos, desde a concepção...

DEUS, minha luz, minha estrada. És tu o divino e o todo-poderoso! E não o homem com seus exércitos e armas. Poderá o homem sucumbir a outro homem. Todavia, sua condição de ser finito e limitado, detalha a imensa pequenez desta existência e o longo caminho em busca de compreensão, caso seu coração peregrine pelo lado escuro e sombrio da SOLIDÃO.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

MARCHA FORÇADA


Dando um "up" pra ativar novamente um momento que parece suscitar , temores...


Marcha forçada

A farda pisoteia

A rebeldia agonia.


Marcha forçada

O megafone declara

O povo silencia.


Marcha forçada

Tempo difícil de autocracia

A mente do cárcere é nostalgia.


Marcha forçada

Em busca de perspectiva

Em busca de alternativa.


Marcha forçada

A rua derrama

O palácio abriga.


Marcha forçada

O povo levanta festeja e grita

Hoje dá adeus a tortura

Só basta derrubar a concentração de renda ativa...



JRA (o poeta da verdade).



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TODAS AS EDIÇÕES DA PROSA VIRTUAL


Pessoal que não conseguiu acompanhar algum programa deixo o link abaixo contendo todas as edições pela webrádio Sol . Portanto, fiquem tranquilos.

Obs. - é uma pena, mas pelo facebook não consigo mais repassar o link da maneira que eu fazia antes. Então, fica registrado aqui no meu blog.

Abraços fraternos pra todos e fiquem, bem!!!

Vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaleu rs



Link dos programas:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=105529385&tid=5622859905690910406&na=4

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PODE OU NÃO PODE

Créditos a autoria da imagem: http://www.flickr.com/photos/80751134@N00/page5/


Comigo-ninguém-pode

Só a lagarta pode.

E,

Carcome lentamente folha por folha.

Outro dia o homem até tentou tal façanha, superar!

Todavia,

Topou de frente com a teimosia

E,

De lá pra cá feneceu,

velozmente...



JRA (o poeta da verdade).

domingo, 20 de novembro de 2011

DIVULGAÇÃO

Participo este ano de dois projetos literários:


1º - PROJETO CONTOS E CRÔNICAS DELICATTA VI;


2º - INTERFACES DE AMOR E PAZ VOL. 2;


E, convido você querido (a) amigo (a) a adquirir um exemplar para que eu possa dar continuidade aos meus trabalhos e também consiga propagar a literatura tão carente de incentivos. Para isto, entre em contato aqui através de recado, ou pelo email: jose.giba@gmail.com .


Em relação ao texto contido no primeiro trabalho é uma crônica que faz uma profunda reflexão sobre o consumismo descomedido. Lembrando que durante este processo é igualmente necessário suprir e incentivar o avanço de tecnologia de ponta no âmbito nacional. Bom, rs o resto é acompanhando o texto no livro rs... Já o segundo trabalho é minha primeira experiência publicando poesias e deixo a marca empírica seguir em versos, conforme os lampejos do real deflagram e trazem as diversas matizes do dia a dia, até a minha visão.


Bom, é isso de momento e caso o colega não possa adquirir um exemplar, peço de coração que espalhe a semente, pois é bem provável que lá na frente esta mesma semente consiga encontrar novo abrigo para despertar e prosperar.


Obrigado a todos!!!



Licença de direitos autorais(leia com atenção). Ao copiar textos, lembre de acrescentar os créditos. Licença Creative Commons
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